'Mídia Esportiva Entrevista' com Carlos Eduardo Lino


O MídiaEsportiva.net bateu um papo exclusivo com Carlos Eduardo Lino, comentarista e apresentador do SporTV/Premiere. No decorrer, ele fala muito sobre carreira, expectativas e ainda uma curiosidade em um dia entrevistar Pelé. Agradecemos o mesmo pela oportunidade.

ME: Carlos Eduardo Lino, Para começar, fale sobre seu começo de carreira!
Lino: Olá, amigos, prazer bater papo com vocês! Comecei em casa. Sou filho, neto e bisneto de jornalista. Em Florianópolis, aos 17 entrei na UFSC e no mesmo ano, 1983, recebi a primeira proposta profissional. Pra valer, são 30 anos. Mas as conversas em casa, os 130 times de botão, o amor pelo futebol e a vontade inata de observar já apontavam o caminho.

ME: Como foi sua chegada no SporTV? Como reagiu ao convite?
Lino: Cheguei em 2009. Vim para passar um mês, dois, fui ficando. A proposta inicial era fazer uma substituição.

ME: No começo apenas comentava clubes locais nas transmissões,  depois passou a atuar em rede nacional como comentarista e apresentador. O que representou para sua carreira?
Lino: Somos jornalistas, antes de tudo. As funções vão mudando por necessidades internas ou oportunidade. Gosto de tudo que faço, na boa. E adoro movimento. Isso dá sentido à escolha que fiz na vida.

ME: Quando surgiu o interesse pela imprensa esportiva?
Lino: Nos jogos de botão. Brincadeira. Meu pai, Murilo Jose, foi um dos grandes narradores de Santa Catarina - pra mim, o melhor. Foi simples assim. O espelho de casa.

ME: Como é sua preparação para as transmissões nos programas e transmissões do SporTV?
Lino:
Estudo muito, pesquiso. A Globo tem contrato com uma empresa (WSC) que fornece dados. O resto é vivência e estar conectado com o noticiário cotidiano.

ME: Como vê esse crescimento no segmento esportivo na TV? E o que espera dela futuramente?
Lino: O momento é especial. O melhor nos 30 que vivi. Tomara que o mercado se mantenha em alta. Mas Copa e Olimpíada criaram um cenário singular.

ME: Se pudesse, voltaria ao rádio, ou isso não faz parte de seus planos para o futuro?
Lino: Vou voltar ao radio um dia, quero isso. Em Floripa, pra contaminar os netos que virão. Tenho uma filha jornalista, Barbara Lino, que é repórter na RBSTV em SC. A luta continua.

ME: No inicio de jornada, quem você se referia como a exemplo a se seguir dentro da profissão?
Lino:
Meu pai, o narrador da camisa amarela, Murilo Jose!!!

ME:  Em casa, quando está de folga costuma acompanhar transmissões esportivas?
Lino:
Sim. Dona Marcia Manfro é jornalista. Minha esposa entende e apoia.

ME: Como é a relação com os seus colegas de trabalho?
Lino:
Excelente. O SporTV é um lugar especial. Turma boa, dedicada e solidária!

ME: Você vê problema aos jornalistas sem diploma? Aos ex-jogadores que viram comentaristas?
Lino:
Vejo se não forem qualificados. É possível se preparar e contribuir. Há vários deles dando bela contribuição no momento.

ME: O que é mais difícil, comentar uma partida ou apresentar um programa esportivo? Por qual motivo?
Lino:
São coisas diferentes. E tudo dá trabalho. A dificuldade vem do preparo. Com tanto tempo na estrada, posso garantir que a formula pra ficar legal é se divertir. Isso passa pro outro lado e dá resultado. Tem gente demais preocupada em divertir, não é isso.

ME: De toda sua carreira, qual evento que cobriu foi inesquecível, o que foi mais marcante?
Lino:
A Copa de 1998, na França. Era repórter na Seleção com Osvaldo Pascoal e Fernando Fernandes, na Band. Foi o primeiro evento internacional. Por isso, inesquecível!

ME: E aquela partida, que comentou que nunca sai da sua cabeça? O que teve de diferencial das demais?
Lino:
Não tenho uma em especial, juro. Acho que ela ainda não veio. Normalmente, a partida especial está associada à vida, a algum fato. Que seja junto de um momento feliz. Sonho com esse jogo. E lhes conto um dia.

ME: Hoje, como você avalia o canal SporTV? É o maior do segmento esportivo no Brasil?
Lino:
O SporTV está num ambiente muito competitivo, com corporações globais. Dá orgulho ver uma empresa brasileira ser tão sólida e identificada com seu público. Concorremos com FOX (News Corp.), com Disney (espn). Gente muito competente, que contratou profissionais fantásticos. Não é fácil.

ME: Qual projeto profissional (entrevista, reportagem, programa, enfim) você gostaria de fazer e ainda não pôde?
 Lino: Entrevistar Pelé. Mas eu sempre fugi. Várias vezes poderia ter ido. Fui escalado. Não conseguiria. Chego perto, vejo o cara, converso. Mas no ar não. Sei lá. Um dia as circunstâncias exigem e eu faço, perco o bloqueio.

ME: Para aqueles que sonham em ser jornalista esportivo qual o recado que você tem para eles?
Lino:
Estudem, antes de tudo. Sejam jornalistas. Não existe jornalista esportivo. Acredito em jornalista que trabalha com esporte.

ME: Para encerrar, deixe uma mensagem para nossos leitores que te acompanham!
Lino:
Ah... que tal um mundo onde as pessoas se respeitem? Paixões, opiniões, ofício, escolhas. O esporte é a sala de brinquedos da vida. Vamos nos divertir!!!

Entrevista feita por Vevé Prado
Compartilhe no Google Plus

Por Vevé Prado

Para entrar em contato com o editor - Email: midiaesportiva@hotmail.com / Celular e WhatsApp: (81)996331508.