Agora pela Caras, saiba quais serão as principais mudanças para a nova Revista Placar


Superintendente e diretor editorial da Editora Caras e novo responsável pela revista Placar, Edgardo Martolio, concedeu entrevista ao Blog do Menon, no UOL Esporte. Ele acredita que a revista viverá novamente dias de glória. “Acredito que o Brasil vai melhorar economicamente, que esse ciclo ruim vá acabar e aposto no ressurgimento do esporte brasileiro. E a revista vai colaborar para isso.''.

Confia a entrevista na integra:

Qual é a diferença entre a Placar da Abril e a da Caras?
A principal diferença é que agora a revista vai ser amada. Ela estava em um casamento com a Abril que só não terminava por conformismo. Sabe quando um casal vai mal, já não existe amor e não se separa por acomodação? Era assim, agora é paixão. Queremos ter novos colecionadores da revista, gente nova.
Qual foi a repercussão?
Muito maior do que eu esperava. A Placar é uma marca espetacular, tem um grande recall. Seus guias são conhecidos. A Bola de Prata é conhecidíssima. Penso em ter um programa de televisão em um canal fechado apenas sobre a Bola de Prata.
E editorialmente, o que muda?
Não seremos mais apenas uma revista de futebol. Vamos falar de muitos esportes. E o esportista vai ser o principal. Placar vai deixar de ser um tratado insuficiente de sociologia. E os jornalistas da Placar não serão o principal. O importante é o esportista. É disso que vamos tratar.
Um exemplo?
Em um dos últimos números, a revista trouxe quatro páginas sobre a briga de Juvenal com Aidar. Para quem interessa isso? Quem lê isso? É um assunto que importa apenas para os 40 conselheiros do São Paulo. Nada mais. É necessário se falar de atletas?
Mas a revista, então, não falaria sobre a prisão do Marin, sobre a crise na Fifa…
Falaria, mas sem o enfoque principal. Teria de ter uma ligação com o esporte. Não é admissível que ainda se faça matérias sobre Eurico Miranda. Quem se interessa por isso? Vamos falar sobre a Lei Pelé, que está acabando com o futebol brasileiro. Com ela, o Neymar passou a ganhar mais, o pobre perna de pau não foi defendido e o clube perdeu importância para empresários. Isso vamos mostrar.
A revista vai mostrar uma realidade ou pretende ajudar a mudá-la?
Pode ser os dois. Pedi uma matéria sobre o novo horário do futebol, 11 da manhã, que é espetacular. As famílias vão ao campo, recordes estão sendo batidos. O público é ótimo. A revista vai ajudar que esse horário se fortaleça. Não vamos ficar apenas apontando o dedo. É o mesmo em relação à seleção?
Como assim?
É um absurdo o modo como torcedor está tratando a seleção. Não é por causa de um 7 a 1 que a seleção vai ser odiada. Queremos que o amor volte. Todos criticam o Dunga e ninguém ajuda. Ora, um técnico e um mau resultado não podem ser maiores que uma seleção. O Dunga vai ficar mais três jogos? Mais trinta jogos? Cem jogos? É muito pouco diante da grandeza do futebol brasileiro.
A Placar vai ser como a Caras?
Nunca. Cada revista tem seu estilo. A Abril nunca fez da Placar uma Contigo. Nunca fez da Contigo uma Placar. Eu não farei nada disso também.
A revista El Grafico, da Argentina, sempre foi um sucesso. Hoje, perdeu influência. Por quê?
Porque o esporte argentino decaiu muito. Ao contrário do Brasil. Quero ter uma capa de tênis, uma capa de Fórmula 1 e vamos ter. Pena que o Massa seja tão ruim, é o pior de todos os brasileiros. Mas aí está o Felipe Nasr, que é ótimo.
Quem mais?
Você viu o Izaquias? Que história linda de vida. Um cara da canoagem, veja só. Adoro Paraolimpíada. Aqueles atletas representam bem o que é o esporte, a superação….Estarão na Placar. O Celso Unzelte é o novo editor e vai cuidar disso.
Qual a capa que você gostaria de ver?
Brasil, campeão do mundo. Nem que seja com time ruim.


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Por Vevé Prado

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