Após depoimento de jornalistas esportivos, CPI do Futebol investiga contratos de CBF e parceiros


Na manhã desta terça-feira (18/8), os jornalistas esportivos Juca Kfouri (UOL), Jamil Chade (Estadão) e José Cruz (UOL) prestaram depoimento à CPI do Futebol, que investiga irregularidades na administração do futebol brasileiro. A ideia, segundo o senador Romário Farias (PSB-RJ), é convidar profissionais com experiência em coberturas sobre corrupção dentro do esporte para depor no Senado.

De acordo com o Portal Imprensa, o primeiro a depor foi José Cruz, que defendeu a necessidade de restaurar a estrutura do futebol brasileiro. Em seu depoimento, o jornalista ainda pediu que a justiça investigue todos os cartolas que tiveram passagem por órgãos ligados ao esporte, como a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Federação Internacional de Futebol (Fifa). "Os negócios no futebol há muito tempo são suspeitos. E quando eu falo de suspeito, falo desde o tempo de João Havelange", afirmou.

Jamil Chade depôs sobre suas recentes apurações a respeito da "venda" da seleção brasileira para uma empresa de fachada, a ISE. Ele também solicitou que a justiça apure a possibilidade de a Fifa ter repassado R$ 100 milhões aos cofres da CBF. Pelo Twitter, Romário comentou os registros apontados pelo repórter.

"O jornalista apurou que a empresa [ISE] possui apenas uma caixa postal nas Ilhas Cayman. Não tem sede fixa nem funcionários contratados. A conclusão é que há uma exploração da Seleção Brasileira, evidenciada por contratos de marketing e amistosos. No caso de a Seleção não entrar em campo com o time A, o contrato com a ISE deixa claro que o valor pago para a CBF é cortado pela metade. Jamil Chade conta que a ISE exige em contrato que, caso um jogador seja cortado, outro 'com o mesmo valor comercial' deve ser colocado", comentou o senador.

O último a prestar depoimento foi Juca Kfouri que, assim como Cruz, apontou a estrutura como o principal problema dentro do futebol nacional. A necessidade de "democratização do acesso ao poder" também foi ressaltada pelo jornalista.

"O problema do futebol é estrutural. A estrutura do nosso esporte é reacionária, reage a qualquer tipo de mudança, é corruptora e corrupta. Ou a gente mexe nisso, na estrutura do futebol brasileiro, ou a gente vai ficar na mesma", ressaltou.

Como resultado dos depoimentos, a CPI pedirá à CBF que apresente todos os contratos referentes aos amistosos da seleção brasileira realizados desde 2002. A ideia é investigar os acordos comerciais entre a entidade e as empresas ISE e a Plausus, responsáveis pelos jogos da seleção desde a temporada 2006.


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Por Vevé Prado

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