Crítico de Dunga, Galvão Bueno pega leve com treinador presente em seu programa no SporTV


Galvão Bueno, que nunca escondeu preferência por Tite para a Seleção e que por tantas vezes manifestou discordâncias em relação ao trabalho de Dunga, inclusive criticando à decisão da CBF de colocar tão rapidamente um treinador no cargo logo após a saída de Luiz Felipe Scolari ainda em 2014, teve um comportamento bem mais ameno com a presença do atual técnico do Brasil nos estúdios do Bem, Amigos, nesta segunda.

Começou com um afago: “nessas duas passagens suas pela Seleção, você sabe quantas vezes você perdeu para o Chile?'', quis saber o narrador, já de posse dos dados. “Não perdemos nenhuma'', respondeu Dunga que, questionado também sobre empates, devolveu que sequer empatou com os chilenos. “Ganhou as sete partidas.''

“As duas últimas partidas eliminatórias do Brasil contra o Chile, foram duas vitórias, em 2008 e 2009, num momento em que o Chile vinha crescendo e a Seleção Brasileira vinha de derrota, você era o técnico e a Seleção com você no comando ganhou de 3 a 0 em Santiago, e ano seguinte, na volta, ganhou de 4 a 2 em Salvador. Duas vitórias importantes. Acho que nesse jogo de 3 a 0, eu já tinha falado 'tá em crise, chama o Chile''', observou, em clima de otimismo em relação ao adversário brasileiro na abertura da classificatória ao Mundial de 2018.

Em outro momento, Galvão fez questão de ressaltar que Dunga pode disputar a sua quinta Copa do Mundo. Depois de 1990, 1994 e 1998 como atleta e 2010 como treinador, caminharia para uma segunda como técnico, em 2018, totalizando cinco no currículo. “Daqui a pouco o Parreira e o Bora Milutinovic, que discutem quem tem mais Copa do Mundo, eles vão ficar de olho em você indo pra quinta Copa'', brincou o narrador.

O clima era tão amistoso entre Galvão e Dunga ali que teve até brincadeira com o apelido do auxiliar do técnico da Seleção, Andrey Lopes. “É Andrey ou Cebola?'', perguntou, sorridente, para Dunga. “É Andrey, senão a mãe dele fica brava comigo'', justificou o treinador, também rindo. “Rapaz, jurar falso é feio'', brincou o narrador, apresentando como Cebola, mesmo, o profissional, presente ali nos bastidores da atração.

“Deixa eu dar um testemunho: junto com Júnior e Casagrande, acompanhmos todos os treinos [da Copa América] e entre nós falamos da intensidade dos treino do Dunga. Eu nunca tinha visto ninguém trabalhar com essa coisa dos três times, em que todo mundo jogando em tudo quanto é lugar, ou seja, para adaptá-los em espaços pequenos, dentro dos 30 metros'', elogiou novamente Galvão, que limitou-se a usar de tom mais crítico durante a noite apenas para o chefe de Dunga, Marco Polo Del Nero, presidente da CBF.

“Volto a dizer que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol insiste em não sair do país. Não é ele perder, não faz a menor diferença pro meu pensamento e para nenhum de nós aqui ele perder o cargo, o problema é o futebol brasileiro perder o cargo no Comitê Executivo da Fifa, no Comitê da Confederação Sul-Americana de Futebol, isso é importante, não podemos perder essa representatividade'', desabafou.

“Ele não vai [para o exterior] porque não pode, porque tem medo de ir'', detonou Del Nero Galvão, como já havia feito em outras oportunidades.

A informação é do UOL Esporte.


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Por Vevé Prado

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