Mauro Cezar Pereira esclarece que não afirmou que seus companheiros de ESPN tem certo bairrismo


Recentemente publicamos a nota 'Mauro Cezar Pereira diz que alguns comentaristas da ESPN são bairristas nas opiniões'. Segundo o site Papo de Bola, o comentarista  teria dito que se a edição do "Bate-Bola" fosse feita não em São Paulo e sim no Rio de Janeiro, as opiniões seriam diferentes por existir um certo bairrismo.

O próprio Mauro Cezar Pereira entrou em contato com o Midiaesportiva.net, por meio do nosso editor-chefe Vevé Prado. Ele disse que não foi realmente o que falou e que em momento algum disse que os colegas são bairristas, sequer usou tal termo.

Deixamos claro que a informação não foi do site e sim de uma fonte que confiamos, porém, acabou estando errada, segundo o profissional da ESPN. Nos retratamos em relação a isso e pedimos desculpas formalmente ao Mauro.

Confira a nota na integra:

"Sobre sua nota 'Mauro Cezar Pereira diz que alguns comentaristas da ESPN são bairristas nas opiniões', gostaria de ressaltar que em momento algum disse que os colegas são bairristas, sequer usei tal termo. Disse, sim, que se o mesmo programa fosse feito no Rio de Janeiro talvez o pensamento fosse diferente. A postura provavelmente seria outra (com pessoas acreditando que o pênalti contra o Fluminense foi mal marcado) por existir um viés. E que viés seria, sendo mais especifico? Um viés regional. E por que eu disse isso? Por que o companheiro Gian Oddi usou como argumento para justificar seu ponto de vista o fato de no Bate-Bola das 13 horas todos terem dito que o penal foi bem marcado. Rebati dizendo que se fosse um programa feito no RJ provavelmente não haveria tal unanimidade, ou ela seria dada ao lado tricolor. E conversamos a respeito quando o programa terminou, algo saudável até para a reflexão de ambos.

Essa tendência regional eventualmente acontece, em São Paulo, no Rio de Janeiro, onde for. E pode ocorrer em qualquer canal de TV em qualquer lugar do mundo. Ou a imprensa italiana do sul trata da mesma forma que a do norte ou pênalti marcado num jogo Napoli x Milan? Certamente não.  Discordei de tal argumento por acreditar que temos de defender nossas opiniões independentemente das dos demais, usando argumentos próprios, mesmo que a maioria ache ou diga que acha isso ou aquilo. Tais programas são de debates e debatedores devem, a meu ver, expor o que pensam, estejam com a maioria, ou não. Ou seria muito simples ficar do lado mais numeroso como se este não pudesse estar equivocado.  Antes e durante a Copa do Mundo critiquei o técnico Luzi Felipe Scolari, mesmo quando quase todos acreditavam que ele levaria o Brasil ao título. E o fiz por convicção. O tempo me deu razão. Se eu quisesse ficar ao lado da maioria ou me apoiar no que ela pensava, não teria feito os comentários que fiz e que foram, modéstia à parte, um ponto alto em meu trabalho e consequentemente na cobertura do canal onde atuo e defendo com vigor há 11 anos.

O próprio Salvio Spinola, nosso analista de arbitragem (pra mim o melhor da TV brasileira, disparado) emite suas opiniões e nem sempre com ele concordamos, o que evidencia o ambiente democrático nos canais ESPN, ou seja, temos liberdade para discordar mesmo do especialista no tema. Se você escrevesse que eu disse existir um viés regional em opiniões sobre polêmicas em jogos interestaduais, estaria sendo fiel aos fatos. Como falei no programa, sou do RJ e moro em SP há 22 anos, adoro a cidade e não poucas vezes a defendo quando me deparo com manifestações bairristas (neste caso cabe a expressão) de cariocas e outros. Por minha trajetória acredito que identifique mais facilmente tais momentos de lado a lado. Vira e mexe noto a diferença de visão dos mesmos fatos. Não por acaso jamais deixo de me esforçar para alcançar esse equilíbrio, o que não costuma ser simples, seja para que lado for. E evidentemente posso derrapar como qualquer mortal. Não foram poucas as vezes em que torcedores paulistas me chamaram de ‘carioca bairrista’ pelas redes sociais, enquanto os do RJ, quando insatisfeitos com minhas palavras, tentam me atingir dizendo, por exemplo, que este que vos escreve ‘virou paulista`. O que obviamente não encaro como agressão, mas uma tolice. Meus filhos são paulistas, por sinal.

Se ler meu post publicado depois da semifinal da Copa do Brasil, poderá observar no ultimo paragrafo links para posts de anos anteriores nos quais não tive duvidas ao atacar erros de arbitragens favoráveis a grandes clubes do RJ. Aqui o link http://espn.uol.com.br/post/553793_como-ignorar-tantos-erros-do-apito. Meu compromisso é com meu trabalho e quem nos acompanha, com o fã de esportes, não com times deste ou daquele Estado ou país. 

Por não ter utilizado em momento algum a expressão bairrismo ou seus derivados, certo da seriedade de seu trabalho, gostaria que fizesse uma retificação, por gentileza. Se precisar de algum esclarecimento a mais, estarei por aqui.

Obrigado."

Agradecemos o profissional pelo contato, retratamos a informação aqui colocada anteriormente. 


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Por Vevé Prado

Para entrar em contato com o editor - Email: midiaesportiva@hotmail.com / Celular e WhatsApp: (81)996331508.