Celso Unzelte comenta sobre saída da Placar e diz não pertencer a “imprensa gambá”


Dois dias após se demitir da Revista Placar, na qual atuava desde agosto deste ano como editor, o jornalista Celso Unzelte se manifestou nas redes sociais sobre sua saída.

O profissional disse em uma recente entrevista que a revista-pôster publicada por Placar na qual o Corinthians seria considerado campeão brasileiro de 2015 teria sido a "gota d’água" para a sua saída, em razão da diferença entre as visões dele e do Superintendente e Diretor Editorial da Editora Caras, Edgardo Martolio. “Não participei da produção desse pôster, porque feito à minha revelia”, disse no Facebook.

A parte mais contundente foi quando ele comenta sobre o atual momento do jornalismo esportivo, se referindo a alguns colegas como "imprensa gambá": “Não sou nem o ‘representante da imprensa gambá’ que muitos quiseram pintar assim que viram o pôster nas bancas nem o ‘paladino do jornalismo’ que acabei me transformando involuntariamente nas últimas 48 horas” afirmou.

No texto publicado ele agradeceu todo carinho que recebeu por parte do público nos últimos dias e também explicou com detalhes o motivo de ter pedido pra sair da função no grupo.

Nosso colunista Caique Cobra comentou sobre assunto na edição do "Tendência Esportiva" dessa semana, confira a opinião nesse link.

Confira o texto na integra:

Queridos amigos de Facebook, esperei a poeira baixar um pouco para me manifestar aqui.

Antes de mais nada, muito obrigado pela solidariedade e pelo carinho de todos no episódio sobre minha saída de Placar. Os profissionais do Portal Imprensa e o jornalista Mauro Beting foram os únicos a falar comigo sobre esse assunto. O Portal Imprensa reproduziu fielmente minhas palavras, quais sejam:

“A revista que está sendo feita não é a que eu gostaria de fazer, por isso achei melhor não prosseguir com o projeto. Mas continuo amigo do Martolio. Temos concepções diferentes, apenas. Não participei da produção desse pôster, ele foi feito à minha revelia. Foi a gota d’água porque sou filosoficamente contra isso. Mas isso não quer dizer que o pôster tenha sido o único motivo.”

O resto é especulação, o que mostra como estamos vivendo, atualmente, muito mais de diz-que-diz do que de apuração dos fatos. Assim, não sou nem o “representante da imprensa gambá” que muitos quiseram pintar assim que viram o pôster nas bancas nem o “paladino do jornalismo” que acabei me transformando involuntariamente nas últimas 48 horas. Apenas um trabalhador que sabe o que quer, lutando para ser feliz e continuar ajudando sua mulher a sustentar nossa família. A partir de agora, aberto a novas propostas (rsss).

Aproveito para encerrar essa mensagem reproduzindo as palavras que finalizam minha dissertação de mestrado recentemente defendida na Faculdade Cásper Líbero sobre a história das revistas de futebol no Brasil (e principalmente sobre a história de Placar). Elas tentam explicar por que essa revista ainda sobrevive:

“Por causa de quem a lê, por causa de quem a faz. Independentemente da época, todos torcem por Placar.”

Cada um à sua maneira.



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Por Vevé Prado

Para entrar em contato com o editor - Email: midiaesportiva@hotmail.com / Celular e WhatsApp: (81)996331508.