Esporte Interativo negocia diretamente com pelo menos sete clubes por Brasileirão na TV fechada


A proposta do Esporte Interativo para um grupo entre sete e dez clubes pelos direitos de TV Fechada do Brasileiro a partir de 2019 é mais do que o dobro da feita pela Globo. Essa é a informação de dirigentes de times que negociaram com as duas emissoras. As ofertas são individuais, por isso, o percentual de vantagem oferecido varia, mas há sempre grande superioridade do EI.

De acordo com o Rodrigo Mattos, no UOL Esporte, o valor global da proposta do Esporte Interativo é R$ 600 milhões para a TV Fechada, como antecipara o blog do Perrone. O período seria por seis anos. E já houve negociações com um grupo composto por Grêmio, Internacional, Bahia, Santos, Fluminense, Coritiba e Atlético-PR. Flamengo e São Paulo também têm conversas com a emissora, embora de forma mais tímida.

Já a Globo procurou todos os clubes com o seu pacote que inclui TV Aberta, fechada e pay-per-view. Não ofereceu nenhum reajuste em relação ao que paga atualmente, que gira em torno de R$ 1,3 bilhão para tudo, excluídos times que não têm cotas fixas. A fatia do contrato para a TV Fechada, Sportv, é pequena neste bolo e portanto bastante inferior ao que ofereceu o Esporte Interativo.

Isso animou os clubes. Há um grupo que já tem a expectativa de assinar um contrato com o Esporte Interativo nos próximos meses. Outras equipes ainda aguardam com cautela, mas veem a concorrência como positiva.

Um dos fatores que agradou esses clubes é a divisão de receitas mais igualitária em relação a oferecia pela Globo. Os contratos são individuais, mas as diferenças de cotas entre os times não são grandes. Tanto que o grupo de sete equipes levantou a possibilidade de fazer uma divisão no modelo da Premier League, isto é, 50% de forma igual, 25% por posição no campeonato, e 25% por audiência.

Na avaliação de alguns dos sete clubes participantes, a discussão com o Esporte Interativo pode servir para quebrar o modelo da Globo de valorizar mais Corinthians e Flamengo com valores bem maiores. Também houve flexibilidade da emissora em relação à marcação de horários dos jogos, o que é imposto pela Globo.

Há, no entanto, ressalvas em relação à exposição do Esporte Interativo. Basicamente, a Globo oferece maior espaço para os patrocinadores, o que será levado em consideração. De qualquer maneira, as negociações ainda devem se desenrolar por mais tempo porque, como o contrato é para 2019, certos clubes terão de levar a questão ao Conselho Deliberativo. Mas há uma real ameaça a hegemonia global.


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Por Vevé Prado

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