Esporte Interativo promete a clubes pagar cerca de nove vezes mais que Globo por TV fechada


Nas negociações com clubes por direitos de transmissão de jogos do Brasileirão, a Turner, dona do canal Esporte Interativo, tem insistido para os cartolas compararem sua oferta só com o que a Globo paga pela exibição das partidas em TV fechada. Isso porque ela calcula que sua proposta para esse produto equivale a um valor nove vezes superior ao que a Globo desembolsa.

De acordo com Ricardo Perrone, no UOL Esporte, a Turner só tem interesse na TV fechada e ofereceu cerca de R$550 milhões para serem divididos entre os 20 clubes da Série A, mas sete já assinaram com a Globo. De acordo com números apresentados durante as reuniões, a Globo paga nessa modalidade aproximadamente de R$ 60 milhões rachados entre os clubes. Os valores variam conforme o time.

Acontece que, contando também TV aberta e pay-per-view,  a Globo investe pouco mais de R$ 1,3 bilhão no contrato. A oferta inicial da emissora para renovar o acordo que termina em 2018 previa uma redução nos valores.

Atraídos pela oferta da Turner, os clubes que ainda não assinaram com a Globo temem ficar ser ter pra quem vender os direitos para TV aberta se selarem acordo com o Esporte Interativo. Acreditam que a Globo, como retaliação, poderia não comprar os jogos.

Assim, a Turner se comprometeu a adquirir também os direitos para TV aberta caso eles não sejam comercializados até o início de 2019, quando começaria o novo contrato, com validade de seis anos. Nesse caso, tentaria repassar as partidas para outra emissora.

Com TV fechada e aberta, a Turner gastaria cerca de R$ 750 milhões, pouco mais da metade do total gasto pela Globo.  Porém, nas reuniões com os cartolas, os executivos da Turner argumentam que, como a Globo já assinou com parte dos clubes, não será tão fácil ela descartar quem tiver compromisso com a concorrente em canal fechado. O campeonato completo é mais valioso do que sem todos os clubes.

Por sua vez, a Turner quer no mínimo oito times. Santos, Fluminense, Grêmio, Internacional, Coritiba, Atlético-PR e Bahia conversam com a empresa desde a primeira reunião promovida por ela. A companhia já topou dividir o bolo da seguinte forma: 50% de maneira igual, 25% pela audiência e 25% conforme o desempenho esportivo.


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Por Vevé Prado

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