Retrospectiva 2015: ESPN



Após um 2014 cheio de perdas e decepções (mesmo sendo ano de Copa do Mundo), a ESPN Brasil resolveu focar e trabalhar para fazer um 2015 totalmente diferente. E assim, aos poucos, o canal foi se recuperando.

Novos comentaristas: Após a perda de Paulo Vinícius Coelho, o canal começou 2015 em busca de novos comentaristas para repor a sua mais significante perda. Aos poucos, o canal foi anunciando nomes. Mário Marra, Alex (ex-jogador) e Breiller Pires foram as contratações mais significantes na programação. Posteriormente, Ricardo Bulgarelli foi contrato para a cobertura do basquete.

Superbowl: Como de costume, a ESPN fez cobertura especial e in loco durante uma semana da decisão da temporada da NFL. O Superbowl XLIX teve Everaldo Marques, Paulo Antunes e André Kfouri para transmitir in loco um jogaço e o título do New England Patriots para cima do Seattle Seahawks.

Cobertura especial da Libertadores: Mesmo sem os direitos de transmissão da Libertadores, o canal se esforçou e entregou uma boa cobertura da competição. Foram contratados "setoristas" para acompanharem cada jogo de suas respectivas equipes na competição, com análises e entrevistas exclusivas ao vivo dentro e fora do Brasil. Como os "setoristas" eram ídolos de clubes, foi fácil para a ESPN Brasil conseguir entrevistas exclusivas pós-jogo. Além de destaque máximo nos programas jornalísticos, ainda foi criado o programa "Embaixadores da América", uma versão variada do "Linha de Passe" integrada com todos os "setoristas" e apresentado pelo Everaldo Marques. Evidentemente, a cobertura foi diminuída com a eliminação precoce dos clubes brasileiros na competição.

Cobertura especial da final da Copa do Rei: A vitória do Barcelona para cima do Bilbao na decisão da Copa do Rei da Espanha teve transmissão exclusiva e especial da ESPN Brasil, que fez a decisão do torneio pela 1ª vez. O narrador Rogério Vaughan viajou a Espanha, com Paulo Calçade e Juan Pablo Sorín. O jogo realizado deu a ESPN Brasil liderança de audiência.

Última transmissão da UEFA Champions League: Apesar de despedir da competição (parece que por pouco tempo), o canal fez em Junho sua última transmissão do mais importante campeonato futebolístico do mundo. O título do Barcelona transmitido in loco por uma grande equipe (e narrado pelo Paulo Andrade) marcou o fim da Champions League na ESPN, após os direitos na TV paga serem comprados pelo Esporte Interativo. Apesar da despedida, os índices dos últimos jogos da liga levaram a ESPN Brasil a liderança nos canais esportivos. Entretanto, o canal não deixou a UCL para trás. Mesmo sem transmitir os jogos, o canal segue dando total destaque à competição, além de exibir um programa "pós-rodada" assim que os jogos se encerram para informar os resultados, estatísticas e tabelas.

"Digital Center":  Após a matriz estrear seu novo estúdio, denominado "Digital Center" (totalmente moderno e diferente de seus anteriores) e exportá-lo para a ESPN latina no início de 2015, foi a vez da ESPN Brasil receber esses investimentos. Foram meses de obras que terminaram em junho, com a estréia (aos poucos) dos novos estúdios para todos os programas e transmissões da casa (exceto o "The Book is on the Table"), além de novos modernos grafismos e um visual completamente renovado, se adequado totalmente aos padrões da matriz.

Decisão da NBA: Outra cobertura in loco e de grande destaque da ESPN foi a exibição ao vivo e exclusiva de todos os jogos da decisão da temporada 2014/2015 da NBA, que reuniu os dois atuais melhores times da liga, os Cavaliers e os Warriors, que venceram o título após 6 jogos disputados. Everaldo Marques foi o narrador, junto com o comentarista José Roberto Lux e o repórter José Renato Ambrosio. A cobertura ainda foi complementada com uma equipe nos estúdios no Brasil.

Renovação de direitos: A grande resposta da ESPN Brasil após as perdas em 2014 foi na renovação de direitos com alguns de seus principais produtos. Em 2015, a ESPN venceu as disputadas licitações pela Premier League (até 2018) e pela Liga BBVA (até 2020), ambas com exclusividade. O campeonato espanhol está sendo compartilhado com a FOX e o campeonato inglês é anunciado com exclusividade, apesar dos rumores recentes apontarem que o canal estaria em uma negociação com o Esporte Interativo para voltar à UEFA Champions League na próxima temporada.

A "não-saída" da Bundesliga e a volta do Italiano: Os acordos de sub-licenciamento com o FOX Sports resultaram em uma grande vitória para a ESPN Brasil. Após anunciar ambas com total exclusividade, a FOX cedeu e compartilhou os seus direitos da Serie A e da Bundesliga com a ESPN, que voltou a ter em sua grade todas as grandes ligas europeias do futebol.

Wimbledon: Sem dúvida a maior surpresa do ano para a ESPN. Através de um acordo global, o canal renovou recentemente os direitos do US Open com exclusividade, e usou seu contrato para propor uma troca com o SporTV, que foi "obrigada" a ceder seus direitos exclusivos de Wimbledon, considerado o grand slam mais importante do circuito. A ESPN anunciou que pela 1ª vez transmitiria o torneio apenas duas semanas antes de seu início, resultando em uma "correria interna" para a preparação das transmissões e da cobertura. Acabou dando tudo certo.

Acordos exclusivos com seleções e aquisição das eliminatórias europeias: Outra cartada da ESPN Brasil foi um conjunto de acordos para a transmissão exclusiva durante todo 2015 (e preferência na renovação para os anos seguintes) dos amistosos de várias potências do futebol mundial. Foram assinados acordos com as seleções da Alemanha, Argentina, Espanha e México. Com isso, o SporTV resolveu fazer uma troca pelos amistosos e cedeu a ESPN seus direitos das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2018, que o "canal campeão" tinha comprado com exclusividade.

Renovações de ligas americanas: 2015 também foi o ano em que a ESPN reassumiu o papel de "casa dos esportes americanos" e trouxe novos e extensos acordos para as ligas norte-americanas. A ESPN renovou com a NBA até 2024, com a MLS até 2022 e com a NHL até 2018. A NFL tem contrato até a temporada 2016/2017.

Copa do Mundo de Rubgy: Com os direitos exclusivos da competição, a ESPN fez uma grande cobertura do mundial de rugby, transmitindo todos os jogos ao vivo na TV e com reportagem in loco durante toda a competição. No 1º fim de semana e no último, os jogos tiveram equipe completa in loco, com a narração de Ari Aguiar e comentários de Antonio Martoni.

Finais da Copa do Brasil: Vale destacar também a cobertura que a ESPN fez para a fase final da Copa do Brasil, acompanhando todos os sorteios ao vivo e transmitindo todos os jogos (que teve direito) in loco. Nos dias dos jogos, programação totalmente voltada a Copa do Brasil e longos "pré-jogo" na programação. Foi notável a presença de ex-jogadores nas transmissões da Copa do Brasil este ano, muitos deles aproveitados da Libertadores.

Demissões "forçadas" e extinção da sede no RJ: A ESPN Brasil seguia uma leva de recuperação, mirando novos eventos e contratações. Entretanto, por ordem da matriz (que foi obrigada a acatar), o canal teve que demitir um mínimo de 30 funcionários para "cortar gastos". Esse corte atingiu todas as filiais da ESPN pelo mundo. A sede no RJ foi extinta e sobraram apenas os repórteres Cícero Mello, Débora Gares e alguns câmeras. Em SP, as demissões foram menores, mas atingiram gente do "vídeo", como Malia, Vinicius Nicoletti, Alessandro Sabella, Roberto Salim, Rubens Pozzi, Sérgio Loredo e alguns outros.

2016: Como destaque teremos a volta das transmissões in loco no futebol europeu. Se a emissora manter seu planejamento, serão várias as coberturas in loco na Europa League e nas decisões dos campeonatos europeus. Possivelmente poderemos ter também um novo canal sendo lançado, o ESPN3. Além disso, os direitos exclusivos da Premier League podem render uma nova competição aos canais ESPN. Somando tudo isso a transmissão ao vivo da Olimpíada Rio 2016.

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Por Fabrício Carvalho

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