Bahia vê represália da CBF por negociação de direitos de TV com o Esporte Interativo



Com postura crítica à administração da CBF, o Bahia vê retaliação da entidade na marcação de sua estreia na Copa do Brasil para o dia 16 de março. A escolha gerou a revolta do clube, que agora será obrigado a jogar duas vezes na mesma noite, em 9 de março, por causa da decisão. Existe na diretoria tricolor a desconfiança de 'troco' por causa das negociações de direitos de transmissão.

Segundo o ESPN.com.br, por Marcus Alves, o time comandado por Doriva mantém conversas avançadas com o Esporte Interativo para fechar acordo para TV fechada do Brasileiro entre 2019 e 2024. A CBF, que não esconde a sua predileção pela parceira Rede Globo, tenta contornar a situação e nomeou o secretário-geral Walter Feldman para diálogo.

Em caso de fracasso, a equipe tricolor enfrentará o Juazeirense-BA, pela Copa do Nordeste, e o Galícia, pelo Baiano - em confronto adiado por causa de amistoso com Orlando City -, no mesmo dia.

Em nota oficial divulgada anteriormente, o clube assegurava contar com o aval do Esporte Interativo e da Rede Globo para transferir o seu compromisso pelo Nordestão para o dia 16 de março. Faltava apenas o aval da CBF, que citou em sua resposta inicial "precedente indesejável" para não realizar a mudança.

Mesmo com outras quatro datas disponíveis, ela confirmou a estreia do time na Copa do Brasil, contra o Globo-RN, para o mesmo dia 16. O conflito agora é público.

"Não vamos aceitar qualquer pressão para o Bahia mudar a sua posição", afirma o vice-presidente tricolor Pedro Henriques ao site.

"Se temos uma proposta na mesa com valor com valor de 2x, não vamos fechar por outra de 'x'. Para dizer o mínimo, é uma coincidencia que incomodou isso ter acontecido num momento em que temos essa perspectiva de mudança de cenário. A gente escutou nos bastidores, tínhamos, por exemplo, a informação de que estrearíamos (na Copa do Brasil) somente em abril, mas prefiro não afirmar de forma categória que existe algo combinado", prossegue.

"Há um histórico no Bahia de não contar com a boa vontade da CBF para nada. Não queremos ser ajudados nem prejudicados, de qualquer forma. Desde o ano passado, é assim quando resolveram voltar atrás em um jogo que o Boa Esporte mandaria em Aracaju e autorizaram o Botafogo a atuar fora em circunstâncias semelhantes", completa.


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Por Vevé Prado

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