Em comunicado, Esporte Interativo questiona argumentos do UOL sobre desconfiança dos clubes em negociação


O Esporte Interativo resolveu tomar um posicionamento publico em relação as negociações de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro na TV paga, em disputa com a Rede Globo,

O site UOL Esporte fez recentemente uma matéria informando os pontos que levariam os clubes a ter um "receio" em acertar esse acordo com o canal esportivo da Turner, que você pode acompanhar no final da nossa postagem.

O EI, por sua vez, divulgou uma nota nas redes sociais questionando os argumentos listados, dizendo que são "fracos e estranhamente idênticos" aos utilizados pela concorrente para convencer os clubes.

Confira:

"O UOL publicou a matéria abaixo tentando apontar razões pelas quais alguns clubes prefeririam recusar a proposta do Esporte Interativo pelos direitos de TV Fechada do Brasileirão, mesmo recebendo atualmente um valor NOVE vezes menor por ano da Globosat (Sportv). A diferença entre os valores é enorme e, se aceita, aumentará significativamente a capacidade de investimento dos clubes. Já os argumentos listados nos pareceram fracos e estranhamente idênticos aos usados pela Globo com os clubes ao tenta-los convencer a aceitar uma proposta que é uma fração da proposta do Esporte Interativo.

Melhor do que rebatermos ponto por ponto é deixar que vocês tirem suas próprias conclusões, com a transparência de sempre. De nosso lado, reafirmamos abaixo os pontos-chave de nossa proposta, além da gigantesca diferença financeira mencionada:

1. Os clubes que aceitarem nossa proposta de TV Fechada NÃO terão qualquer redução de receita em seus contratos atuais de TV aberta ou Pay per View, pois os contratos em vigor são separados e independentes entre si, como determinado pelo Cade com o objetivo de permitir uma concorrência saudável pelos direitos. Ameaças e falta de clareza nas propostas não condizem mais com o ambiente de transparência que o país vive.

2. Nos comprometemos a exibir os patrocinadores dos clubes e a falar os nomes corretos de todos os estádios e times, mesmo que sejam marcas comerciais (como já fazemos, simplesmente por acreditarmos que é o certo)

3. Nos comprometemos a exibir uma quantidade mínima de jogos por time, gerando um equilíbrio e respeitando a força das torcidas espalhadas por todo Brasil

4.A divisão das receitas entre os clubes que fecharem acordo com o Esporte Interativo se dará nos moldes da Premier League inglesa, baseada no princípio do equilíbrio e do mérito, que julgamos ser um sistema que favorece o desenvolvimento do futebol brasileiro como um todo.
Mais do que tudo, acreditamos que a entrada de um novo grupo e o desenvolvimento de um ambiente de livre concorrência atrai novos investimentos e impulsiona as mudanças tão importantes e necessárias ao futebol brasileiro. E contamos muito com os torcedores que tem nos dado um apoio incrível e nos fazendo acreditar ser possível começar essa mudança.

Vamos pra cima juntos!
‪#‎ChegouAHora‬"

Confira a matéria do UOL Esporte na Integra:

Em meio às negociações que se iniciaram para vender os direitos de transmissão para TV fechada de 2019 a 2023, uma pergunta logo vem à tona sobre o assunto: por que um clube prefere receber R$ 60 milhões da Globo/Sportv a receber pelo menos R$ 550 milhões da Turner/Esporte Interativo pelo mesmo produto? Com os números em mãos, optar pela proposta da Turner parece ser uma decisão óbvia. Mas a equação que os clubes que optaram ou estão tentados a optar pela Globo têm feito é bem mais complexa do que apenas olhar a diferença robusta de valor.

Apuração do UOL Esporte envolveu emissoras e os representantes de clubes. Veja abaixo quais os argumentos que os clubes que tem escolhido a Globo justificaram à reportagem para estarem aderindo a proposta da emissora carioca.

SERÁ QUE VAI DAR CERTO?

A começar pelo "know-how". Os clubes que estão tentados a manter o acordo com a Globo já sabem com quem conversam, com quem negociam, em como seu produto será exposto e tem consciência de como sua marca será tratada pela emissora. No caso da Turner, há uma incógnita: terá o canal estrutura o suficiente para comportar o Brasileirão? Terá a empresa norte-americana a mesma qualidade de transmissão?

Contra isso, a Turner tenta mostrar toda a sua atuação nos Estados Unidos, com números de audiência e relatórios de publicidade, alegando que não é uma aventureira. A ideia é passar segurança para os clubes que fiquem tentados a dizer sim.

Há outro aspecto em que a Globo se envolve e que, pelo menos a princípio, a Turner não mencionou interesse em colocar a mão: logística. Quando faz os pacotes de viagens para seus funcionários, a emissora já repassa aos clubes todo o esquema para chegar e sair do local do jogo, a recomendação de hotel para ficar e o voo a se pegar. Em caso de falha, há quem responsabilizar.

MEDO DE RETALIAÇÃO

Por mais que fechem com a Turner no mercado fechado, boa parte dos clubes sabe que seu produto ainda é mais visível quando o jogo é transmitido na TV aberta. O Esporte Interativo, entretanto, ainda não pretende entrar na competição pelos direitos de transmissão desse mercado com a Globo.

Por isso, os clubes têm medo de sofrerem retaliação. Ao fechar com o Esporte Interativo e deixar o Sportv de lado, os times acreditam que poderiam sumir das grades de programação da Globo, deixando de ter sua marca exposta em horários nobres, como domingo à tarde e quarta-feira à noite. Isso seria ruim para o time e também para os parceiros e patrocinadores, que ligam o sinal de alerta antes de colocarem um caminhão de dinheiro para aparecer nos uniformes.

PAY-PER-VIEW E VISIBILIDADE RESTRITA

Não só na TV aberta, como mostrou o tópico acima, mas há algo que coloca uma pulga atrás da orelha em alguns clubes. Se poucos clubes fecharem com o Esporte Interativo, o canal poderia ficar com poucos jogos para transmitir. Isso significa que os mesmos times estariam na grade a todo momento, o que faria seus torcedores fugirem do pay-per-view, diminuindo rentabilidade em outra propriedade de marketing.

Aqui, vale destacar que o Esporte Interativo só poderá transmitir o jogo dos times que comprar o direito. Por exemplo, se fechar com Santos, Inter e Grêmio, poderia transmitir apenas a partida entre eles. Quando o Santos fosse jogar contra o Corinthians, por exemplo, a partida não poderia ser transmitida em nenhum outro canal fechado, uma vez que cada clube tem acordo com uma emissora diferente.

Além disso, o alcance do Esporte Interativo ainda é menor do que de outros canais. O Sportv, por exemplo, está em operadoras como a Vivo TV e a SKY, onde o Esporte Interativo ainda não tem previsão de entrada.

CONSERVADORISMO EM TEMPOS DE CRISE

Muitos investidores preferem fechar o bolso em tempos de crise. Aparentemente, o Esporte Interativo caminha em direção inversa, mas não inspira confiança nos clubes. Há o receio de que a promessa não seja cumprida e que tudo não passe de uma empolgação.

Na ótica dos clubes, em tempos difíceis, a empresa poderia não cumprir com tantos acordos e os deixaria em situação complicada frente a Globo e ao Sportv. Por isso, haveria uma série de garantias financeiras que seriam exigidas para que o negócio fosse firmado.

O Esporte Interativo já divulgou nota admitindo que oferece valores muito maiores e ainda destacou que espera que isso ajude os clubes a se desenvolverem e fortalecerem seu time, o que melhoraria o nível técnico do campeonato de forma geral.

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Por Vevé Prado

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