Palmeiras pede que Globo separe propostas de TVs aberta e fechada por direitos do Brasileirão


Em meio a negociações pelos direitos de transmissão em TV fechada do Brasileiro de 2019 a 2024, o Palmeiras pediu à Globo para que separasse sua proposta de R$ 1,1 bilhão, somados os valores de televisão aberta e por assinatura. A informação foi publicada pela Folha de São Paulo, assinada por Guilherme Seto.

Concorrente da Globo na disputa pelos direitos da TV fechada, o Esporte Interativo oferece aos clubes R$ 550 milhões pelo ciclo na TV fechada, a serem divididos proporcionalmente pelos que fecharem contrato com a emissora pertencente ao grupo da multinacional norte-americana Turner.
Alternativamente, a Globo oferece hoje um pacote em que soma os valores de TV aberta e de TV fechada, chegando ao valor de R$ 1,1 bilhão. Como a emissora não apresenta aos clubes as quantias discriminadas, a comparação com a proposta do Esporte Interativo é dificultada.

A avaliação do Palmeiras é de que o clube tem uma situação financeira favorável e que por isso não tem pressa para escolher com qual emissora assinará. Segundo a reportagem apurou, o plano do presidente do clube, Paulo Nobre, é somente entrar em um acordo caso a proposta apresentada seja irrecusável.
Caso se chegue a um acordo e qualquer valor da negociação seja oferecido ao Palmeiras em 2016, a intenção de Nobre é aplicar o dinheiro, para que o próximo presidente do clube possa fazer uso das quantias integralmente e com juros.

Em entrevistas, Nobre já disse ter trabalhado com apenas 25% da receita total em seu primeiro ano de mandato, 2013. Isso porque o seu sucessor Arnaldo Tirone antecipou receitas quando esteve na presidência do clube.

Pedro Garcia, diretor da Globo Esportes, não quis comentar a negociação.
"Ainda estamos em negociação com o Palmeiras; não revelamos os detalhes em respeito às demais partes envolvidas."

Sobre o pedido de separação entre as propostas de TV aberta e fechada, Garcia deu resposta em que sinaliza que em breve deve atender ao pedido do presidente do clube alviverde.

"Novamente, não revelamos detalhes durante as negociações em respeito às partes envolvidas. Mas podemos esclarecer que, em cumprimento às regras legais, os contratos serão por mídia, como determina o Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica]."



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Por Vevé Prado

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