Kajuru explica sumiço e diz que recebeu ameaça de morte; entenda



Jorge Kajuru reapareceu após não dar notícias a familiares e amigos no fim de semana. O jornalista relata que deixou Goiânia após ser aconselhado por amigos, na semana passada. Segundo Kajuru em conversa com o UOL Esporte, havia um risco iminente de emboscada após ele divulgar áudios em sua página pessoal envolvendo o governador do Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso em 30 de junho, mas liberado no dia seguinte, na Operação Saqueador.

Kajuru afirma estar na casa de um amigo, distante de Goiânia. “Depois do que eu publiquei sobre o governador, amigos políticos e outras pessoas influentes no Estado me disseram: ‘Kajuru, saia agora de Goiânia porque vai dar merda’. Eu sei que eles querem me pegar. Então eu deixei Goiânia porque querem me matar”, disse.

“Eu não imaginava que haveria essa repercussão [notícia do sumiço]. No domingo, quando eu tomei conhecimento dos boatos, fui para minha página na internet e dizer que estava tudo bem”, acrescentou.

Nos áudios, Kajuru denuncia supostos acordos públicos entre Cachoeira e Pirillo. De acordo com Kajuru, uma empresa de fachada de Cachoeira venceu licitação no governo goiano para operar no Detran, cujos valores movimentariam até R$ 1 bilhão.

O UOL Esporte ligou nesta segunda à tarde para a assessoria de comunicação do Governo de Goiás, mas as chamadas não foram atendidas.

“Eu não quero ser só mais um defunto em Goiânia. Eles matam quem denuncia político e a notícia é acobertada pela imprensa local. ‘Defunto regional’ morre rápido em Goiânia. Agora voltei a ser um ‘defunto nacional’, e isso assusta o governador e o bicheiro”, disse Kajuru.

Kajuru relata que decidiu visitar amigos no interior paulista. No sábado, ele esteve em Ribeirão Preto. O jornalista pretende retornar a Goiânia para fazer comunicar as supostas ameaças aos Ministérios Públicos Estadual e Federal.

“Eu não atendo mais telefone porque os capangas dele [Perillo] rastreiam onde estou. Só falo pelo Whatsapp. Eu ando com dois seguranças e não posso ir para qualquer lugar. Não posso ir a um restaurante em Goiás, por exemplo. Tenho depressão e estou praticamente cego. Mas enquanto eu estiver vivo, vou continuar denunciando”.

Reportagem de Bruno Thadeu, Pedro Ivo Almeida e Vanderlei Lima. 


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Por Vevé Prado

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