Globo paga menos, mas faz proposta pelo Campeonato Carioca sem o Flamengo



Na proposta enviada pela TV Globo aos clubes, a emissora já prevê um cenário sem o Flamengo. Nele, todos receberiam menos. Mas o que mais deixaria de ganhar seria o próprio rubro-negro: R$ 120 milhões em oito anos. No geral, o contrato seria 25% menor. Saindo dos atuais R$ 120 milhões, para R$ 90 milhões. Juntos, Fluminense, Vasco e Botafogo deixariam de ganhar R$ 36 milhões no período. Já a Federação de Futebol do Rio (Ferj) é quem mais pode perder dentre os que assinarem, pois além de reduzir o valor da sua cota em R$ 24 milhões no período, também teria um produto com menos valor para negociar a publicidade em TV. A informação é do ESPN.com.br, assinada por Gabriela Moreira.

Caso o rubro-negro se mantenha firme na posição de não assinar nos termos atuais, o clube continuaria participando da competição, mas com o time B. O principal se dedicaria a outros campeonatos e o clube estuda outras formas de arrecadação no período. Mas ainda não há planos concretos.

A posição do clube em não assinar, como explicado nesta terça-feira, é além de política (entenda os motivos no link ao lado) também financeira. O rubro-negro não acha justo receber menos do que a Federação. Sem o Flamengo, a entidade receberia R$ 9 milhões, no lugar dos R$ 12 milhões da atual proposta. Mas continuaria com o poder exclusivo de comercializar as placas de propaganda nos estádios. Especialistas do setor calculam que com todos os quatro grandes sendo televisionados, a federação poderia conseguir dobrar este valor recebido com a cota, passando a faturar até R$ 24 milhões, por ano, ou R$ 192 milhões (no cenário mais otimista), até 2024.

Há quem diga que mesmo tendo a redução, ainda é muito dinheiro para uma entidade que faz pouco pelo desenvolvimento do futebol. Uma organização que é completamente bancada pelos próprios clubes, com os 10% cobrados em borderôs (no lugar de 5% como a maioria no país). E que mesmo assim vem acumulando prejuízos (milionários) na sua operações, chegando ao ponto de ter de ingressar no programa de refinanciamento de dívidas do Governo Federal, o Profut.

Na nova proposta, além da cota direta à Federação, ainda há um percentual destinado exclusivamente à manutenção de estádios, a ser gerenciado pela entidade.


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Por Vevé Prado

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