Galvão Bueno, a maior referencia da comunicação esportiva?


“Haja Coração!”, “Quem é que sobe?” e “É Tetra!”, é impossuível ouvir essas frases e não associar automaticamente com uma das vozes mais conhecidas do Brasil, trata-se de Carlos Eduardo dos Santos Galvão Bueno, ou mais conhecido como Galvão Bueno. Em 21 de julho de 1950, nasceu no Rio de Janeiro o inegável maior nome da história da comunicação esportiva do país, tendo sido responsável por narrar os momentos relevantes do esporte nacional. Tente imaginar o tetracampeonato e o pentacampeonato mundial da Seleção Brasileira de Futebol sem voz do locutor? Os títulos mundiais de Fórmula 1 em que pilotos nacionais estivessem envolvidos e o lamentável acidente de Ayrton Senna que terminou em seu falecimento em 1994? As medalhas de ouro em Jogos Olímpicos? É praticamente irreal fazer a dissociação com o profissional, que atualmente é o número um da Rede Globo no segmento.

Vamos contar um pouco sobre sua história,
assim como a maioria dos narradores esportivos, ele começou no rádio em  1974, depois seguindo o caminho da outra mídia trabalhando na TV Gazeta, na Rede Record e na Rede Bandeirantes e conseqüentemente TV Globo, onde está até hoje como já falamos. Seu primeiro trabalho na Globo foi na transmissão de Flamengo e o Club Jorge Wilstermann, da Bolívia, pela Copa Libertadores da América de 1981. Um ano depois, Galvão já estava cobrindo sua primeira Copa do Mundo realizada na Espanha. Se passou mais um ano, com a a saída de Luciano do Valle para a TV Record. tornou-se o narrador titular na emissora. Galvão chegou a deixar a Globo m 1992, para atuar na Rede OM (atual CNT), mesmo com um certo sucesso nas transmissões da Copa Libertadores da América, a emissora de televisão não alcançou o esperado e logo ano seguinte ele estava de volta. Depois disso, se tornou o maior ícone do jornalismo esportivo.

Porém, quem acha que Galvão Bueno é unanimidade entre o público, se engana facilmente. Aquela ditado popular "é 8 ou 80" se encaixa perfeitamente neste caso, ele é "amado" por muitos e também "odiado" por uma grande parte da audiência, o que resulta numa mudança deste público para outros canais esportivos, esses presentes na TV fechada por ter uma linguagem mais atual e com informações passadas de uma outra forma. Muito se fala na maneira "arrogante" com que se posiciona nas exibições de partidas e em programas. Outra coisa que se reclama muito, é que ele parou no tempo e se tornou um profissional limitado.

Mas mesmo com todos esses problemas, temos que admitir, Galvão é a maior lenda e inspiração da comunicação esportiva do país.


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Por Vevé Prado

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