Galvão atende sonho de esposa e narra gol de Ananias como herói da Chapecoense; assista



Um gol para eternidade, mesmo que fique só na imaginação. A noite de quarta-feira reservou um momento especial para Galvão Bueno e a Bárbara, esposa de Ananias. Passada a vitória por 1 a 0 do Brasil com a Colômbia no "Jogo da Amizade", a Chapecoense "conheceu", enfim, o herói de sua conquista da Copa da Sul-Americana. Na intimidade de uma das cabines do estádio Nilton Santos, o narrador da Rede Globo realizou o sonho do camisa 11 falecido em 29 de novembro e, em plenos pulmões, narrou aquele que seria o gol da vitória da Chape sobre o Atlético Nacional, na finalíssima, em Curitiba.

Acompanhada da amiga Val, viúva do meio-campista Gil, Bárbara, fechou os olhos, sorriu e se entregou a emoção pela realização daquele que era um dos maiores sonhos de seu amado. Desde a classificação para decisão, após o empate com o San Lorenzo, Ananias imaginava levar a Chape ao título e ter a glória contada pela voz de Galvão Bueno. Sua esposa foi atrás desse último desejo:

- Foi bem lindo, né?! Foi a narração de um grande sonho... Ananias chegou em casa ali pela semifinal e comentou muito empolgado: "Amor, quem vai narrar a final é Galvão". Falei: "Já pensou se você faz um gol e tem a narração dele? Vou torcer muito". Sonhamos e idealizamos esse momento.
As palavras do amado nos dias que antecederam o acidente permaneciam vivas na mente de Bárbara, que não perdeu a oportunidade ao saber que Galvão Bueno narraria o amistoso entre Chapecoense e Palmeiras, sábado, na Arena Condá. Sem perder tempo, ela fez vigília no hotel em que o narrador estava hospedado, em Chapecó, e fez o pedido especial. Galvão aceitou de primeira, mas foi orientado por um segurança para realizá-lo em um lugar mais discreto, onde pudesse extravasar toda emoção.

- Ele ficou surpreso, emocionado. Achei legal ele ter dado importância a esse meu pequeno desejo. Conseguimos encontrá-lo no final do Jogo da Amizade. Para mim, nem ia ser naquele momento. Ele me abraçou e pediu o celular. Fiquei muito feliz. Em muitos momentos, choro falando de Ananias, dói demais não ter mais ele. Ali, fiquei muito feliz. Parecia que era verdade. Fechei o olho e visualizava. Tenho muito orgulho, muito amor pelo Ananias. Cada pedacinho guardo como um tesouro.


Por Globoesporte.com.


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Por Vevé Prado

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