Em entrevista no Esporte Interativo, Trajano critica ESPN por “facada” em demissão



Por UOL Esporte, através de Rogerio Jovanelli.

Em entrevista ao programa "No Ar com André Henning", exibida na última quinta-feira no EI Maxx, José Trajano, demitido pela ESPN Brasil, emissora que ajudou a fundar, em setembro do ano passado, criticou a antiga casa pela forma como foi dispensado e elogiou a emissora esportiva do Grupo Turner, cujas iniciativas foram classificadas pelo ex-diretor de Jornalismo da ESPN como ousadas. Procurada pela reportagem, a ESPN disse que não irá se manifestar sobre o assunto.

Confira alguns assuntos abordados por Trajano em bate-papo com o apresentador, principal narrador do canal, André Hennning:

Política e facada pelas costas

''Se acabasse o meu contrato. Iria até 2018. Mas vamos dizer que acabasse agora, eles chegassem para mim e dissessem: 'Trajano, não vamos renovar, queremos fazer uma nova televisão, você está há muitos anos aqui, queremos mudar o esquema, obrigado por tudo'. Eu iria ficar chateado, magoado, mas entenderia. Agora, o jeito que foi, não, foi uma facada pelas costas, porque você organiza sua vida em função de um contrato que você tem. Planejei a minha vida na ESPN até outubro de 2018, recebendo um salário xis, compromissos de segunda e sexta, o que eu falasse ia para a internet. Minha vida estava organizada desse jeito. Quando você interrompe isso, por mais eles tenham me pagado uma multa, mas uma multa correspondente a um ano de trabalho, não a dois anos que faltavam, então eu perdi um ano de salário. Eu entendo da seguinte forma: eles aproveitaram uma brecha, política, porque eu me envolvi nessa fase turbulenta do ano passado, de impeachment, eu dei a cara para bater mesmo, me posicionei, como sempre na vida. Eu saí na rua, fiz discurso, convoquei gente para manifestação. E eles não gostavam, eu sabia que eles não gostavam'', afirmou ao programa.

Nordeste, Brasileiro e Champions: ''Tiraram pão da boca da ESPN e do SporTV que estavam unidos, crentes que iriam ganhar''

''O que vocês fizeram no Nordeste, eu queria fazer a ESPN Nordeste, mas infelizmente não deu certo. Montava a equipe, levava equipe daqui, aproveitava o pessoal de lá, mas eu queria fazer uma coisa não só de futebol, eu queria mostrar a cultura local. Eu queria mostrar o Brasil para os brasileiros. Eu lamento muito que não tenha dado certo'', recordou. ''Vocês foram corajosos'', reconheceu, sobre o trabalho da então concorrente.

''Talvez eu possa definir em uma palavra: ousadia. Ousadia que vem sendo uma característica dessa trajetória. Porque, por exemplo, a Copa do Nordeste já foi uma ousadia, porque você reúne time de torcida, povo apaixonado, times com muita história. Então já começou ali. Os campeonatos regionais, outra ousadia. Essa compra da Liga dos Campeões, bota ousadia nisso, tirando o pão da boca da ESPN e do SporTV que estavam unidos, crentes que iriam ganhar a concorrência. Agora a ousadia de comprar o Campeonato Brasileiro, uma parte dele. A palavra que pode se colocar é ousadia. Entra no mercado de um jeito mais feroz, mais agressivo, contratando gente, novos estúdios'', reforçou.

Crítica ao SporTV por não mostrar gols da Liga pelos créditos

''Eu acho uma palhaçada isso. Tipo de linha editorial que só leva ao desconforto, ao antagonismo. Eu discordo profundamente desse tipo de comportamento.''


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Por Vevé Prado

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