Conmebol estuda fatiar direitos de transmissão da Libertadores para o Brasil



A Conmebol está próxima de iniciar o processo de licitação dos direitos de TV da Taça Libertadores da América para 2019 com o anúncio da agência responsável pela escolha das TVs. E a confederação sul-americana está aberta a qualquer modelo de negociação desde que aumente o valor do contrato. Não descarta a possibilidade de fatiar os direitos no Brasil, entre TV Aberta, fechada e internet. A informação é do UOL Esporte, por Rodrigo Mattos

Atualmente, a Fox detém todos os direitos da Libertadores para todas as propriedades e países, em contrato renovado até 2018. A emissora que renegocia, por exemplo, os direitos para a Globo na TV Aberta.

Agora, a ordem da Conmebol para a agência a ser escolhida será encontrar a fórmula que possibilite maior ganho financeiro com a venda dos direitos da competição sul-americana. A empresa vai buscar informações no mercado, estabelecer um formato e levar para a aprovação do Conselho da entidade. São seis ou sete agências candidatas, e o prazo final é 22 de agosto. Ou seja, nas próximas semanas será anunciada a vencedora.

Uma das primeiras decisões será estabelecer os pacotes de direitos por regiões ou países.  Isso já estava definido previamente com o fim da negociação de todas as propriedades para uma empresa. Assim, poderá haver uma concorrência para o México, outra para o Brasil, uma terceira para um conjunto de países e por aí vai. O mercado que determinará.

E, dentro dos países, a Conmebol pode ainda fazer concorrências por direitos fatiados quando houver um país de forte valor econômico. É o caso do Brasil que representa em torno de um terço do mercado da confederação sul-americana. O México é outro mercado forte se os seus times voltarem à Libertadores.

Não há prazo para concluir o processo de licitação. Mas há a consciência na Conmebol de que tem de se buscar o momento certo para aumentar os valores. Há um temor de que as negociações dos direitos da Liga dos Campeões e até o Francês no Brasil possam concorrer com o torneio. Ou seja, se a Libertadores vier depois deles, as televisões brasileiras já terão gastado dinheiro com os outros torneios, podendo fazer ofertas menores.

O Campeonato Francês é um novo elemento já que tornou-se uma vitrine após a contratação de Neymar pelo Paris Saint-Germain. Os direitos pertencem à Globo, SporTV e ESPN, mas só duram mais um ano. Portanto, devem ser vendidos agora. Também será no segundo semestre a negociação da Liga dos Campeões.

Essa posição da confederação sul-americana faz sentido. Emissoras brasileiras preparam seus orçamentos para saber em que competições irão investir já que não sobra dinheiro para todos os projetos.

Um decisão já tomada é que não haverá mais contratos longos como os feitos na gestão de Nicolás Leoz, Eugenio Figueredo e Juan Angel Napout. A ideia é que os contratos sejam limitados aos mandatos dos presidentes. Essa regra só será flexibilizada agora porque o mandato de Alejandro Dominguez se encerra em 2019 e não faria sentido fazer um contrato curto. Portanto, o novo acordo da Libertadores deve ser de três anos, invadindo o próximo mandato.


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Por Vevé Prado

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