Leilão dos direitos de TV do Mundial de Clubes não atinge expectativas da FIfa e segue indefinido para o Brasil


Do UOL Esporte, por Eduardo Ohata.

O leilão dos direitos de TV do Mundial de Clubes da Fifa não atingiu, pela segunda vez seguida, o patamar mínimo esperado, mas desta vez a entidade que controla o futebol mundial decidiu encerrar o leilão atual e adiar a realização de uma nova rodada de lances.

Esta já era a segunda rodada de lances convocada pela Fifa. Os lances da segunda rodada foram feitos enquanto o Palmeiras ainda estava vivo na Libertadores, cujo campeão garante vaga em uma das semifinais do Mundial, que este ano será realizado nos Emirados Árabes. Em um cenário com a possibilidade de o Palmeiras participar do Mundial de Clubes, o apetite por seus direitos era maior.

Não apenas pelo ''nome'' do Palmeiras, mas por conta de sua patrocinadora, a Crefisa. Executivos de TV argumentam que, com o Palmeiras no Mundial, haveria o interesse natural da financeira em adquirir cotas de TV do Mundial. Não é segredo que um dos objetivos da dona da Crefisa, Leila Pereira, é ver o clube do Parque Antarctica ganhar o Mundial.

Assim, a eliminação do Palmeiras diminuiu o apetite das emissoras. Agora, restam três times brasileiros no torneio continental: Santos, Grêmio e Botafogo. Se nenhum brasileiro se classificar ao Mundial, a Fifa corre o risco de ver o torneio ficar ainda mais desvalorizado no país. Um terceiro fator que trabalha contra as chances do Mundial são os planos da Fifa de substituí-lo por um outro modelo.

No mercado, o raciocínio é o de que os planos da Fifa servem como uma admissão de que o formato atual não está funcionando. A analogia é com o modelo de um carro que já se sabe que será substituído daqui a seis meses: ''Quem terá o interesse de comprar o modelo atual?''. A escassez de tempo entre a final da Libertadores e a estreia de seu campeão no Mundial de Clubes se transformou em problema de logística: entre a segunda partida da final da Libertadores, em 29 de novembro, e a estreia do representante sul-americano na competição, em 12 de dezembro, há uma janela de menos de duas semanas.

Há também a questão de prioridades, já que os próximos meses acontecerão os leilões dos direitos dos jogos da seleção, Champions e Libertadores, entre outros direitos de TV, conjugada à forte crise financeira que o país atravessa, que afetou negativamente o mercado publicitário.

Os direitos do Mundial de Clubes já foram definidos em outros mercados que têm representantes na Libertadores, como é o caso da Argentina. Lá, a Fox Sports adquiriu os direitos de TV.


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Por Vevé Prado

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